Precisamos desconstruir as imagens erradas que criamos em nossas relações.
Essa ideia antiga, ilusória e errônea que podemos resolver nossa própria existência através do outro.
Temos que entender e aceitar abrir mão da individualidade do outro como um caminho para uma relação mais estável e com pilares mais reais para o nosso tempo.
Com atitudes antigas e ultrapassadas, assumimos riscos desnecessários quanto a nossa própria felicidade.
Quando casamos ou nos relacionamos com outra pessoa nos baseamos no amor como fundamento único, como se somente isso bastasse para assegurar o sucesso da vida a dois.
Mas o principal pilar para assegurar tal sucesso começa na compreensão e necessidade do outro continuar a ser ele mesmo.
Onde exigimos mudanças que são nossas e não do outro, exigimos também que o outro nos mude.
E isso nos corrompe como unidade dentro de qualquer relação, nos perdemos de nossas individualidades e isso nos torna opressores frente ao outro.
Nesse momento que o inimigo passa a morar ao lado, aí que nos arrefecemos de nossos sentimentos e passamos a cobrar o outro.
E o grande ressentimento que criamos em torno disso tudo é a frustação, sentimos que o outro frustrou a expectativa de complementação que sonhamos de forma egoísta.
Construímos o amor romântico em torno da idealização do amado em vez da realidade.
Inventamos o que queremos e atribuímos valores e características que na verdade o outro não possui.
E quando nos deparamos com a convivência diária, percebemos que manter a idealização torna-se se impossível.
É quando percebemos que o outro não é o herói que imaginamos, apenas o mocinho que nem sempre salvará a princesa.
E no fim nos desencantamos com o amor idealizado, percebemos que o outro é um ser humano e não a personificação de nossas fantasias e nos ressentimos e em geral o culpamos.
Por isso devemos sempre mudar nossas expectativas quanto ao outro e exigir menos de nossos relacionamentos e exigir mais de nós mesmos.
Anderson M.
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