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18 novembro 2013

Passado, presente e futuro...

Já não tenho o tempo que me foi dado.
Desperdiçava-o como se o pudesse retê-lo.
Hoje corro a esperar por qualquer segundo perdido.
Ignoro o passado assim como condeno o futuro que não chega.
Será que o presente nos pode ser antecipado como uma regalia?
Hoje apenas critico o tempo, mesmo sem saber quanto tempo.
Perdi meu tempo em meio a loucuras e devaneios que nunca saem de mim.
O passado nunca foi presente, assim como o futuro se aproxima como algo que já passou.
Desprezei do melhor ao pior, mas jamais desprezei a mim mesmo.
E todos os dias me pergunto, por onde estão...

Anderson M.

16 novembro 2013

Desconstruir...

Precisamos desconstruir as imagens erradas que criamos em nossas relações.
Essa ideia antiga, ilusória e errônea que podemos resolver nossa própria existência através do outro.
  Temos que entender e aceitar abrir mão da individualidade do outro como um caminho para uma relação mais estável e com pilares mais reais para o nosso tempo.
Com atitudes antigas e ultrapassadas, assumimos riscos desnecessários quanto a nossa própria felicidade.
Quando casamos ou nos relacionamos com outra pessoa nos baseamos no amor como fundamento único, como se somente isso bastasse para assegurar o sucesso da vida a dois.
Mas o principal pilar para assegurar tal sucesso começa na compreensão e necessidade do outro continuar a ser ele mesmo.
Onde exigimos mudanças que são nossas e não do outro, exigimos também que o outro nos mude.
E isso nos corrompe como unidade dentro de qualquer relação, nos perdemos de nossas individualidades e isso nos torna opressores frente ao outro.
Nesse momento que o inimigo passa a morar ao lado, aí que nos arrefecemos de nossos sentimentos e passamos a cobrar o outro.
E o grande ressentimento que criamos em torno disso tudo é a frustação, sentimos que o outro frustrou a expectativa de complementação que sonhamos de forma egoísta.
Construímos o amor romântico em torno da idealização do amado em vez da realidade.
Inventamos o que queremos e atribuímos valores e características que na verdade o outro não possui.
E quando nos deparamos com a convivência diária, percebemos que manter a idealização torna-se se impossível.
É quando percebemos que o outro não é o herói que imaginamos, apenas o mocinho que nem sempre salvará a princesa.
E no fim nos desencantamos com o amor idealizado, percebemos que o outro é um ser humano e não a personificação de nossas fantasias e nos ressentimos e em geral o culpamos.
Por isso devemos sempre mudar nossas expectativas quanto ao outro e exigir menos de nossos relacionamentos e exigir mais de nós mesmos.

Anderson M.

10 novembro 2013

E isso é tudo que eu sei...

Às vezes ficamos fascinados não pelo mundo que existe e sim pelo mundo que criamos.

E isso é tudo que eu sei.

Se viessem me dizer que existem pessoas boas ainda no mundo.

Que querem o bem acima de tudo.

Que iam dar o melhor de si para o mundo e mesmo assim cometer erros.

Eu apenas diria que tudo é possível.

Anderson M.