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28 agosto 2013

Quero ver, quero perder...

Essa vida não tem lá fora, essa vida está aqui dentro.
Desocupem o meu lugar da estrada.
Eu quero apenas ir sem motivo e voltar com um sorriso.
Quero navegar no meu rio de lágrimas e sorrisos.
Morrer e ressuscitar das minhas lembranças.
Nessa vida de andanças quero apenas encontrar a criança.
Me perder da altivez dos adultos e encontrar o que não mais acredito.
Quero ver, quero perder, quero sofrer, mas quero mesmo é viver...

Anderson M.

26 agosto 2013

E serei feliz...

Hoje lembrei-me do calor que emana de sua pele nua. 
Mal posso esperar para voltar a seus braços. 
E desfrutar do seu calor e da sua quietude. 
E serei feliz por estar em casa com você, onde é meu lugar. 
Aprendi com você a não me iludir por achar que o amor procura por mim e que todos os amantes tem o meu nome. 
Antes eu era tremendamente solitário e agora sou apenas solidário com o amor. 
Devemos prometer e jurar em voz alta aos deuses do amor embriagados nos céus que nunca nos separaremos...

Anderson M.

Pobre coração...

É difícil saber qual é o momento exato em que nos apaixonamos por alguém. 
Mas com ela eu soube exatamente quando foi. 
E eu sabia o motivo. 
Naquele instante foram suas palavras, palavras que eu nunca ouviria. 
Palavras que foram ditas no seu particular. 
Não somos como Abelardo e Heloísa, Romeu e Julieta ou John e Yoko. 
Somos eu e você. 
Um amor indigente, amor perdido na multidão. 
Um amor entre tantos, mas único no desejo. 
Somos o elo entre dois abismos que a solidão criou e que o amor inventou. 
Estamos longe de tudo e perto de todos. 
Por isso jamais me abandone.
Meu pobre coração...

Anderson M.

20 agosto 2013

Relação a dois?


Quem nunca se questionou sobre o formato dos relacionamentos hoje em dia?
Sempre temos a ideia que tudo piorou e que antes tudo era poesia e ‘felizes para sempre’.
Tentamos rotular as relações de qualquer maneira e isso nos joga sempre para fora delas de alguma forma.
Passamos a não aceitar que o á DOIS pode ser diferente, livre, sem as eternas cobranças.
Mas a necessidade de posse, de estar dentro de algum título nos impede de enxergar a beleza de escolhermos livremente um único parceiro, de querer viver a dois sem que para isso precisemos selar a relação para todos.
Se é a DOIS, o mundo que se exploda, o mundo é nosso.
Não me importa a leitura falsa de quem vive fora do que vivemos.
A realidade é que sempre fomos imaturos em relação a essa condição de viver a dois, passamos a vida preocupados que em algum momento a vida possa dividir o que somamos.
Estamos há tempos contestando uma inversão de valores que não é nova, é antiga.
Queremos mudar o que jamais mudará, que é a nossa condição de viver sempre à deriva das relações.
E assim vamos vivemos das pequenas verdades que carregamos dentro de nós.
Aproveite em quanto é tempo, tranque a porta e jogue fora a chave.
Viva a dois, a três, a quatro ou sozinho, mas viva...

Anderson M.

19 agosto 2013

Tudo que floresce nos aquece...

Tudo que floresce nos aquece.
Quando tudo parecia perdido de algum modo.
Somos tocados a enxergar além de nós mesmos e vemos o que somos na outra pessoa.
Tudo antes complicado fica simples.
Quero apenas que o pouco vire muito...

Anderson M.

Quando a raiva ganha o jogo...



Quando a raiva ganha o jogo...

A ignorância com toda a sua permissividade ganhou o jogo.
Ganhou as casas, as redes sociais, ganhou as relações.
Vemos a raiva sendo atirada a todos os lados, a motivação mudou de lado e isso corrompe.

Nas ruas ainda continuam “indecisos cordões”, nas Redes Sociais tudo ganha razão, o amor vira fantasia de tudo que realmente não somos.

Das coisas mais banais às mais complexas, o que se vê é um desrespeito baseado em opiniões pessoais, gritamos com tudo e com todos através do computador, soltamos nosso grito primal.

Pária de uma existência que perdeu complemento, que busca ser, mas só quer ter.

Basta entrar em qualquer discussão na internet para acreditar que o fim da espécie humana não seria uma má ideia.

Brigamos por tudo e por nada, até a fé virou motivo de briga, brigamos pelo crucifixo e não pela fé.

E mesmo que a raiva tente de todas as maneiras imperar, devemos nos cercar de palavras de incentivo, de querer o amor, de sermos mais solidários, ver o mundo a nossa volta antes que ele nos dê voltas.

Podemos fazer diferente, podemos seguir em frente...

Anderson M.

12 agosto 2013

Quando morar juntos?

Quando morar juntos?
Há prazo para que pereçamos dessa necessidade?
Vale a pena dividir o que já está dividido de alguma forma pela distância?
Tudo faz sentido e nada faz sentido nessa seara de dúvidas jamais respondidas.
Precisamos entender que há solidão nas pessoas que vivem sob o mesmo teto, assim como há pessoas que não sabem o que é isso, mesmo separados por um Skype de oceanos.
O povo do mundo de cá que nunca sequer dividiu um lado da cama, fica apavorado com esses pensamentos dominantes que um dia chegam.
Sim, esse dia bate a nossa porta com uma voracidade mortal.
Nossos dias e noites passam a ser de pesadelos bons.
Mas todo amor de verdade deve viver junto.
Para sempre ou até amanhã, não importa.
Afinal o amor foi feito para unir até o que era para estar separado.
Amor é como um oceano, imenso e quase sem fim.
Mas pode ser perto se olhado com romantismo.
Amar é difícil, mas deixar-se amar é fácil.
Então vamos amarrar nossas solidões e assim somos mil possibilidades.
E numa dessas possibilidades tudo pode dar certo...

Anderson M.

10 agosto 2013

No nosso silêncio...

Não precisamos invadir o mundo dos outros para nos descobrirmos. 

Devemos nos abrir no nosso silêncio, gritar a sós emudecido de dor ou alegria. 

Chorar pelo olhar do outro a nos sorrir sem que entendamos nada. 

E sorrir quando o outro guarda suas lágrimas nos garante a alegria eterna. 

Viver é uma eterna piada, mas a gargalhada são nossos segundos de paixão. 

Por isso viva para que o sol te aqueça... Sempre...

Anderson M.

08 agosto 2013

Nos doamos...

Para a maioria, a vida a dois é uma viagem de destino desconhecido e por muitas vezes surpreendente.
E é chegado uma hora em que descobrimos que não devemos apenas partilhar o que não conhecemos um do outro e sim o que não conhecemos de nós mesmos.
Nos doamos tanto por aquilo que somos ou achamos que somos, mas o mais importante e recompensador é a doação do que descobrimos pelo outro.
Nossas próprias descobertas é que nos fazem melhor e nos ajudam a partilhar aquilo que temos e que chamamos de amor...

Anderson M.