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09 fevereiro 2013

Artimanhas do amor e o Carnaval...

Eu nunca entendi ou achei explicação plausível para as artimanhas do amor.

Ama-se tanto e por tão pouco ou amamos pouco por tanto.

O amor sempre deixa tudo a volta muito frágil, as relações nos faz viver no limite das razões e emoções.

O amor banaliza nossas razões, deixa tudo simples da forma mais complicada possível.

Amar é ser refém de si mesmo, é viver em cativeiro e ser feliz por isso.

É nunca entender como isso tudo pode funcionar, mas ter a certeza que ainda é o melhor plano.

Amar é um crime quase perfeito, somos duas testemunhas amarrados por um único plano.

Plano que tem que ser refeito todos os dias.

E amor não existe resgate.

Mas exige negociação diária.

Amor é Carnaval sem confete, é uma bateria em silêncio ou o silêncio barulhento de dois corpos.

Anderson M.

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