Eu nunca entendi ou achei explicação plausível para as artimanhas do amor.
Ama-se tanto e por tão pouco ou amamos pouco por tanto.
O amor sempre deixa tudo a volta muito frágil, as relações nos faz viver no limite das razões e emoções.
O amor banaliza nossas razões, deixa tudo simples da forma mais complicada possível.
Amar é ser refém de si mesmo, é viver em cativeiro e ser feliz por isso.
É nunca entender como isso tudo pode funcionar, mas ter a certeza que ainda é o melhor plano.
Amar é um crime quase perfeito, somos duas testemunhas amarrados por um único plano.
Plano que tem que ser refeito todos os dias.
E amor não existe resgate.
Mas exige negociação diária.
Amor é Carnaval sem confete, é uma bateria em silêncio ou o silêncio barulhento de dois corpos.
Anderson M.
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