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28 fevereiro 2013

Que o tempo não seja em vão...

Não precisamos acordar para a vida ao som de passarinhos, nem pingos de amor caindo do céu.
Pois com certeza haverá dias em que a poesia e o som dos passarinhos sumirão.
Mas se olhar as coisas bem no fundo, verá que tudo é incrível.
Que por trás de um céu nublado sempre há estrelas.
E incrível, é saber disso, que dentro de cada sonho existe uma estrela que ao cair da noite pode voltar a brilhar.
Por isso, sempre que puder ou quiser, pare por um segundo, aprecie o encanto de um céu com milhares de estrelas.
Absorva tudo de bom que puder, porque isso não dura para sempre.
Com o passar do tempo, coisas irão mudar, pessoas irão mudar e temos que estar ao menos preparados para que o tempo não tenha sido em vão.

Anderson M.

Uma centelha de alegria diária...


Para alguns a vida é uma mágica, uma centelha de alegria diária.
Para alguns a vida é uma poesia, uma palavra ou frase que conforta e nos faz sorrir.
A vida é um lugar recheado de promessas, de aventuras por vir.
De lágrimas que um dia chegam, mas de sorrisos que chegam sempre de surpresa enxugando as lágrimas que chegaram.
Mas a vida também é esperança, é onde nossos sonhos podem se realizar.
Onde nossos pensamentos ganham vida e melhor ainda quando ganham vida em outra pessoa.
Aí a vida passa a ser uma dádiva, uma vitória externada no olhar recompensador do outro.
A vida não precisa ser bonita, precisa apenas ser verdadeira...

Anderson M.

26 fevereiro 2013

Órfãos...


Será que somos órfãos da realidade para que possamos encontrar nossa humanidade perdida ou somos levados a crer que precisamos aceitar o que não pode ser mudado?

Será que somos inocentes ou culpados por erros futuros?

Verdades incubadas a espera da mentira que nos deixa impotentes.

A mentira se tornou cômoda e a verdade incômoda.

Andamos sem enxergar a nossa frente, nos guiamos pela sombra dos outros.

Tudo isso pode ser uma heresia incrustada para que a mentira não nos cegue ainda mais...

Mas a verdade é como sol, mesmo em dias nublados ele está lá.

Anderson M.

12 fevereiro 2013

O Carnaval...

O Carnaval é um reflexo do que pensamos em ser e não somos no resto do ano por uma questão de sobrevivência em sociedade.

No Carnaval podemos tirar nossas máscaras, sermos outra pessoa ou na verdade ser apenas o que desejamos ser.

No Carnaval podemos amar sem compromisso, sem precisar olhar para trás.

Podemos ser flor a desabrochar sem que isso altere os julgamentos alheios.

Na verdade, acredito somente no Carnaval pelas músicas e pelo ritmo que emociona por dentro, porque se for olhar pelo ser humano, o Carnaval nos deixa com vergonha de nós mesmos como seres ditos racionais ou talvez seja essa a grande questão...

Anderson M.

09 fevereiro 2013

Artimanhas do amor e o Carnaval...

Eu nunca entendi ou achei explicação plausível para as artimanhas do amor.

Ama-se tanto e por tão pouco ou amamos pouco por tanto.

O amor sempre deixa tudo a volta muito frágil, as relações nos faz viver no limite das razões e emoções.

O amor banaliza nossas razões, deixa tudo simples da forma mais complicada possível.

Amar é ser refém de si mesmo, é viver em cativeiro e ser feliz por isso.

É nunca entender como isso tudo pode funcionar, mas ter a certeza que ainda é o melhor plano.

Amar é um crime quase perfeito, somos duas testemunhas amarrados por um único plano.

Plano que tem que ser refeito todos os dias.

E amor não existe resgate.

Mas exige negociação diária.

Amor é Carnaval sem confete, é uma bateria em silêncio ou o silêncio barulhento de dois corpos.

Anderson M.

01 fevereiro 2013

O que dizer há alguém que sofre de amor?


O que dizer há alguém que sofre de amor?
Dizem que a morte é uma dor insuperável, mas o fim de um relacionamento é também uma morte insuperável, é um luto que vivemos de alguém que ainda respira, que respirou ao nosso lado durante muito tempo, que viveu e vive agora por aí sozinho ou já ao lado de outro ou outra, é uma vida pós morte que vive na nossa realidade e não adianta fecharmos os olhos.
É saber que tudo ainda pode tornar-se vivo de novo, é a morte podendo ser ressuscitada a qualquer momento.
É a vida se abrindo novamente na nossa frente.
É esperar que tudo volte, que a pessoa nasça novamente para nós.
A dor da perda de um amor é sucumbir à felicidade viva aos nossos olhos.
Porque na separação de um amor, temos um morto que vive.
E é isso que mais nos assusta e que faz tudo doer ainda mais.
É saber que aquele corpo que tanto amamos, anda por aí, respira, vive, sorri pela vida sem que possamos mais sorrir juntos.
É uma morte jamais resolvida, crime sem solução, óbito sem corpo.
Nessas horas não existe até que a morte nos separe.
Nossos ouvidos e olhos vivem no outro e vivemos em qualquer suspiro que nos traga novamente aquele frio na espinha, aquela alegria sem motivo, a gargalhada até do que não tem graça, mas sorrimos sempre com nossos corações.
Amar é um socar de ondas, é querer dizer tudo e naufragar tentando.
Mas amar é maior que qualquer luto e espero morrer quantas vezes for preciso...

Anderson M.