Nesse momento penso que certas mudanças são tão ruins quanto
à morte, pelo menos no sentido da perda e do vazio que nos assombra mediante
imaginar como será o nosso futuro, o quanto isso pode acarretar a favor ou
contra.
O engraçado e explicável é que não estou sofrendo por mim e sim pela minha vó, pois imagino como deve ser no fim de uma vida, ver o seu lar ser desfeito e de repente se ver morando em outra casa que no fundo sabemos que não é a nossa, é como ver nossa vida se esvaindo, como perder um pouco da nossa identidade, acabamos nos vendo inútil, mesmo sabendo que não temos escolha, pois o tempo é o nosso maior amigo quando somos jovens e o maior inimigo quando o que mais precisamos é de tempo e vemos que ele se torna cada dia mais escasso, quando se é mais novo, cada dia vivo é mais um dia de vida, quando envelhecemos, cada dia vivo se torna um a menos, passamos a contar e ver a vida pelos olhos de outras pessoas, sentir que certas coisas que queríamos, não pode mais ser do nosso jeito, sentimos que certas pessoas ainda precisam da gente, que ainda dependem de nós e sabemos que não podemos mais fazer nada a não ser torcer e pedir para que tenham uma vida boa e feliz.
Às vezes a dor de quem fica é pior que a dor de quem se vai.
Anderson M.
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