O Facebook nos diz muitos segredos, esconde nossas verdades e nos dá a doce ilusão de uma mentira.
Fazemos amigos todos os dias nas redes sociais, mas que amigos são esses?
Romper relações é um evento muito traumático, mas nas relações virtuais, o trauma se dá somente na hora do clique do mouse.
Não precisamos de desculpas ou explicações.
Precisamos mentir com uma frequência maior para que a rede se sustente.
E mesmo assim as redes sociais nos trazem mais inseguranças, nossos direitos são ceifados pelo crivo popular das palavras que se tornam públicas e pessoais para cada um que as lê.
Mas na Internet é tão fácil, você pressiona delete e as palavras apontadas contra você somem.
E talvez por isso mesmo estamos vivenciando a falência dos laços humanos.
A internet é ambivalente, passamos de solitário para uma multidão de solitários.
Estamos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo.
É uma situação confusa que não nos permite irmos além dessas relações que criamos e que fazemos parte.
E o que mais precisamos para viver melhor é; segurança acompanhada de liberdade.
Não podemos ser felizes sem a liberdade de ter uma vida digna baseada em nossas escolhas.
Segurança sem liberdade é escravizar nossos sonhos e desejos.
E liberdade sem segurança é viver no mais completo caos.
E nos tornamos incapazes de fazer nada, nem mesmo sonhar.
A liberdade nos torna instáveis e disso não podemos fugir, mas ainda temos o controle.
Mas temos opções sobre tudo isso, e nossas atitudes dependerão do nosso caráter.
E jamais acredite em receitas de felicidade, elas não existem.
Felicidade é um bem universal do ser humano, mas único no valor que cada um faz de si.
Existe para cada ser humano um mundo perfeito, mas o maior problema é que procuramos por esse mundo nos lugares errados ou queremos viver no mundo de outros.
Anderson M.