Vivemos dentro de um museu de cera, somos todos um pouco do
Harold do “Apanhador no campo de centeio” (recomendo a lerem o livro), vivemos
das nossas verdades e das mentiras ao nosso redor, queríamos que não existissem
adultos, que fossemos para sempre crianças...
Das relações permeadas de uma salada de hipocrisia, das
amizades que duram o tempo de um favor, do casamento interrompido por qualquer
ato de intolerância, dos filhos que não são nossos, da vida que é curta,
vivemos de uma passagem de tempo aguardando que tudo será no amanhã...
Nossas emoções assinaladas em um cheque em branco, nossas
dores e tristezas escondidas no fundo da gaveta.
O sorriso que nos entrega, o olhar que nos prende, a palavra
que nos liberta de uma benção que nunca chega.
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